terça-feira, 21 de maio de 2013

Força Nacional irá ajudar a reduzir o crime organizado na Paraíba



O Ministério da Justiça autorizou o envio de homens da Força Nacional de Segurança Pública ao Estado da Paraíba para apoiar as ações do Programa Brasil Mais Seguro, que tem o objetivo de reduzir a violência e conter a atuação do crime organizado. A portaria com a decisão foi publicada na edição desta terça-feira do Diário Oficial da União.
A tropa deverá permanecer no Estado por 90 dias, a partir desta terça-feira, prazo que pode ser prorrogado caso haja necessidade. De acordo com a portaria, a atuação ocorrerá em “caráter episódico e planejado, sob o apoio logístico e a supervisão dos órgãos de segurança pública” estaduais. Sem detalhar o número de profissionais que apoiará as ações do programa, diz apenas que o quantitativo “obedecerá ao planejamento definido pelos entes envolvidos na operação”.
Segundo a publicação, o envio das tropas atende à manifestação expressa do governador da Paraíba, Ricardo Coutinho, “quanto à necessidade de apoio do governo federal nas ações de segurança pública e defesa civil para preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio”, conforme solicitação feita em ofício de 26 de abril.
O Programa Brasil Mais Seguro foi lançado na Paraíba, pelo Ministério da Justiça, no início de maio. Ao todo, o governo federal prevê investimento de R$ 91,2 milhões para apoiar a política local de enfrentamento à violência. De acordo com o Ministério da Justiça, os recursos serão aplicados no fortalecimento da Polícia Civil, da perícia criminal, do sistema prisional, do policiamento ostensivo, do sistema de inteligência de segurança pública estadual, entre outros.
O Brasil Mais Seguro também prevê ações articuladas com o Judiciário, como a implantação de uma Casa de Direitos na Paraíba para prestação de serviços itinerantes, a agilização da destruição de armas de fogo, e a implementação de curso de aperfeiçoamento de magistrados na gestão das varas do Tribunal do Júri.
A Paraíba é o segundo estado a receber as ações do Brasil Mais Seguro. O programa foi lançado inicialmente, em caráter piloto, em Alagoas, onde foi criado, em junho de 2012. Segundo o ministério, a iniciativa ajudou a reduzir em 12% os índices de criminalidade violenta no estado.
Em outra portaria publicada na edição desta terça-feira do Diário Oficial da União, o Ministério da Justiça prorrogou a atuação dos agentes da Força Nacional de Segurança Pública que participam da Operação Tambiá, também na Paraíba. A operação tem o objetivo de solucionar casos de homicídios ocorridos na região metropolitana de João Pessoa e contribuir para a queda da taxa de assassinatos. A Força Nacional, que está no local desde agosto de 2011, continuará atuando na operação por mais 120 dias. Em dezembro do ano passado, a permanência da tropa já havia sido prorrogada pelo Ministério da Justiça.
Fonte: Agência Brasil
Com Correio do Brasil

Judiciário impede a desapropriação de 237 áreas e trava a Reforma Agrária


Por José Coutinho Júnior
Da Página do MST

O Poder Judiciário tem sido um dos principais opositores do processo de Reforma Agrária no Brasil.

Além de autorizar ações violentas de despejo contra camponeses acampados e evitar ao máximo a condenação de latifundiários que cometeram crimes contra os trabalhadores rurais, o Judiciário é um dos grandes responsáveis por áreas já desapropriadas que ainda não se tornaram assentamentos por causa de trâmites na justiça.

Estudo do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) aponta que 531 áreas têm processos de desapropriação que tramitam no Judiciário. Do total, 237 estão paradas há anos nos tribunais por “óbice judicial”, uma ação jurídica utilizada para suspender o processo de desapropriação.

No caso das áreas de assentamentos, essa mesma ação geralmente é perpetrada pelos proprietários, ao questionarem o laudo de improdutividade de suas terras, realizado pelo Incra, e alegando que o valor recebido pela desapropriação é insuficiente.

Segundo o presidente do Incra, Carlos Guedes de Guedes, em declaração ao jornal O Globo, os entraves judiciais dessas áreas custam ao órgão federal pelo menos R$ 485,5 milhões, mais da metade do orçamento anual do Instituto, de R$ 720 milhões. A meta do Incra para este ano é assentar 30 mil famílias, total que poderia ser beneficiado com os imóveis que estão parados nos tribunais.

Tais impasses fazem com que as áreas fiquem com a situação jurídica indefinida por anos. Para Nilcio Costa, militante e advogado do MST, se não fossem esses empecilhos, as desapropriações das áreas seriam rápidas.

“Sem obstáculos, ao receber a petição, o juiz deve imediatamente dar posse ao Incra. Em um ano, deveria ser possível desapropriar uma área. Na prática, obviamente isso não ocorre. Há casos de áreas com mais de 10 anos no Judiciário”, destaca.

Segundo Joaquim da Silva, da direção estadual do MST em Sorocaba, o Incra pouco faz para pressionar o Judiciário e agilizar a situação dessas áreas. “Na nossa avaliação, quem deveria ter essa articulação com a Justiça é o Incra, já que ele é parte interessada. Mas vemos também muito corpo mole por parte dos responsáveis da instituição”.

Acampamentos

Enquanto os impasses no Judiciário continuam, mais de 150 mil famílias vivem em condições precárias nos acampamentos. Um exemplo é o acampamento Santa Maria da Conquista, em Sorocaba, que tem seis anos.

“Cinquenta famílias acampam em frente à fazenda. Já tivemos oito despejos na beira da estrada. Tem uma área da companhia de luz que é bem em frente à fazenda. Então quando somos despejados da estrada, vamos para essa área, e quando tem um despejo da companhia voltamos para a estrada, e por aí vai”, diz Joaquim.

A área de 700 hectares já foi desapropriada e paga pelo governo federal, mas se encontra desde 2007 na 2ª Vara de Sorocaba. O proprietário contesta o laudo de improdutividade do Incra, sendo que a vistoria do instituto demonstrou que as terras estavam abandonadas há nove anos.

Uma reunião de conciliação irá ocorrer no dia 5 de junho para tentar resolver a situação do acampamento. Além dessa área, o MST reivindica mais duas áreas na região, a da fazenda Sapituva e a Ligiane, que desde de 2003 se encontram igualmente travadas no Judiciário.

Joaquim conta que as famílias vivem num clima de tensão com a lentidão. Os Sem Terra acampados, que poderiam estar produzindo no assentamento, vivem de trabalhos temporários e com cestas básicas distribuídas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

“É uma agonia muito forte, primeiro porque moramos debaixo de uma rede de alta tensão, que passa pela beira da estrada, de 40 mil volts. É um risco grande que corremos. Estamos há anos nessa situação de pressionar por meio de lutas, sermos despejados e refazer o acampamento”, conta Joaquim.

Essas áreas são apenas exemplos de diversas situações semelhantes que acontecem por todo país, tendo como principal responsável a forma como o Poder Judiciário trata com a Reforma Agrária.

“Todos os processos de vistoria do Incra são questionados. E os juízes tem sido excessivamente cuidadosos em atender os interesses e as ações dos proprietários”, afirma Nilcio.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Documento enviado ao TCE-PB atesta saldo positivo de mais de 2 milhões em caixa na Prefeitura de Belém (PB)


O ex-secretário de Comunicação da Prefeitura de Belém (Paraíba), Marcelo Matias, divulgou na internet uma cópia do “Termo de Conferência de Tesouraria” assinado pelo prefeito Edgard Gama, e enviado ao Tribunal de Contas do Estado da Paraíba, confirmando o saldo positivo de mais de 2 milhões de reais acumulados nas contas da Prefeitura de Belém.

“Aos 31 do mês de Março de 2013 Prefeitura de Belém em cumprimento as exigências estabelecidas por lei, foi realizada a verificação consolidada dos valores existentes na Tesouraria deste(a), tendo encontrado o seguinte: EM TESOURARIA R$ 968,53. EM BANCOS R$ 2.264.805,58”, atesta o documento.

E conclui: “Ficando assim constatado a existência de R$ 2.265.774,11 (Dois Milhões, Duzentos e Sessenta e Cinco Mil, Setecentos e Setenta e Quatro Reais e Onze Centavos), conforme especificação de valores mencionados em Tesouraria e Bancos da Prefeitura Municipal de Belém.”

A informação enviada ao TCE-PB, e assinada pelo próprio prefeito Edgard Gama, desmonta a falsa versão divulgada por pessoas ligadas ao atual prefeito de Belém, e por ele mesmo, segundo Marcelo Matias, de que o seu antecessor Roberto Flávio teria deixado dívidas.

“Edgard Gama diz uma coisa na rua e outra ao Tribunal de Contas. Na rua ele diz que Roberto Flavio Guedes Barbosa deixou dívidas, ao TCE ele atesta os recursos em caixa. Em quem acredito? No Edgard que fala ou no Edgard que assina?”, escreveu Marcelo Matias em sua página no Facebook.



(clique na imagem para ampliar)

Ainda de acordo com site do TCE-PB, a gestão Roberto Flávio deixou, nas contas da prefeitura de Belém, saldo positivo de aproximadamente 1 milhão e 400 mil reais, como pode ser conferido no link: http://sagres.tce.pb.gov.br/index.php

Enquanto a Europa afunda em desemprego, Brasil criou mais de 4 milhões de empregos formais no governo Dilma


Com a criação de quase 200 mil novos postos de trabalho em abril, o Brasil criou 4,139 milhões de empregos com carteira assinada desde o início do governo da presidenta Dilma Rousseff. No programa Café com a Presidenta desta segunda-feira (20), Dilma destacou a importância da marca para a diminuição da desigualdade no Brasil.
“O número é extraordinário e a sua importância fica ainda maior quando comparamos a nossa situação com a dos países desenvolvidos, em especial os países da Europa, onde o desemprego tem crescido para níveis estratosféricos. Para nós esse aumento do número de vagas de trabalho é importantíssimo, porque um dos objetivos estratégicos do meu governo é manter o emprego em crescimento. Mais emprego e salário em expansão são os fatores essenciais para a diminuição da desigualdade no nosso país”, destacou Dilma.
Dilma destacou também o desempenho do setor de serviços, responsável por quase metade dos mais de 4 milhões de empregos criados desde janeiro de 2011. Segundo a presidenta, isso indica que o crescimento do país está elevando o nível de vida da população, refletindo modificação do padrão de consumo, com uma demanda maior e mais diversificada por serviços. A presidenta ainda falou do efeito dos programas sociais e da valorização do salário mínimo para a queda da desigualdade.
“A crescente formalização do trabalho no Brasil, a valorização do salário mínimo, cujo poder de compra cresceu mais de 70% nos últimos dez anos, os 19,5 milhões de empregos gerados nesses dez anos mais a cobertura de políticas sociais de combate à pobreza, como o Bolsa Família, Minha Casa Minha Vida, Luz para Todos, e tantas outras são os grandes responsáveis pela redução da desigualdade no Brasil, que nos orgulha muito perante a nós mesmos e perante ao mundo”, afirmou.

Fonte: Blog do Planalto

Agentes da ditadura monitoraram Lula na primeira visita à Paraíba



Cajazeiras, sábado, 09 de agosto de 1980. O dia estava ensolarado e milhares de pessoas frequentavam a feira livre a cidade paraibana, que fica quase na divisa com o Estado do Ceará. Naquele dia, Cajazeiras recebeu a visita de uma liderança sindical emergente que, 22 anos mais tarde, seria Presidente da República: Luiz Inácio Lula da Silva.

Acompanhado do integrante do Comitê Central do PCR (Partido Comunista Revolucionário), Wanderly Farias (hoje jornalista), e do então suplente de senador pelo MDB (Movimento Democrático Brasileiro, partido de oposição que foi sucedido pelo PMDB), João Bosco Braga Barreto (já falecido), entre outras lideranças que articulavam a criação do PT na Paraíba, Lula participou de uma manifestação pública na feira de Cajazeiras.

Tudo foi acompanhado por agentes infiltrados da Polícia Federal. O Presidente da República era o general João Batista de Figueiredo, o governador da Paraíba era Tarcísio de Miranda Burity e Brasil estava na efervescência do fim do regime militar, o que somente aconteceria cinco anos mais tarde, com a eleição de Tancredo Neves para presidente, numa eleição indireta realizada no Congresso Nacional.

Mesmo assim, agentes do Serviço Nacional de Informação (SNI), do Departamento de Ordem Política e Social (Dops) e da Polícia Federal estavam infiltrados em todos os movimentos sociais. Onde quer que ocorresse uma manifestação de protestou- estudantil ou sindical-, os agentes de segurança estavam lá, fotografando, gravando, observando, anotando.

Eles monitoravam os passos de quem quer que fosse suspeito de subversão. Subversiva era qualquer pessoa que se opusesse ou fizesse qualquer crítica ao regime. E os subversivos estavam sujeitos às penalidades impostas pelo Ato Institucional Nº 5 (AI-). Poderiam sofrer de intimidação a tortura, prisão e assassinato.

Nesta reportagem o Correio revela, com base em documento fornecido pela Comissão Estadual da Verdade e da Preservação da Memória da Paraíba, o teor de um relatório confidencial elaborado pelo Serviço de Informação do Departamento de Polícia Federal no Estado, em relação à visita do metalúrgico Luiz Inácio Lula da Silva às cidades de Cajazeiras, Souza, Patos, Bayeux e João Pessoa nos dias 9 e 10 de agosto de 1980.

O relatório é datado de 13 de agosto de 1980. Foi enviado ao Centro de Informação da PF em Brasília, ao SNI, ao 1º Grupamento de Engenharia e Construção em João Pessoa e ao Centro de Informações da Secretaria de Segurança Pública da Paraíba. Uma observação escrita em carimbo afirma: “Qualquer pessoa que tomar conhecimento deste assunto fica responsável pelo seu sigilo”.

Comício em Cajazeiras

O relatório confidencial sobre Lula diz que ele promoveu comício em praça pública, em Cajazeiras, com cerca de 1.000 pessoas “a quem conclamou, logo de início, à reação contra ações policiais que procuram reprimir protestos dos trabalhadores”.

O relatório afirma que Lula citou como exemplo de reação a passeata realizada no dia 1º de maio de 1980, em São Paulo. O então operário, segundo o relatório, teria dito no comício que, em virtude da insistência dos operários, os órgãos repressivos foram obrigados a recuar e permitir a concentração em São Paulo.

“Frisou (Lula) ainda que, em hipótese alguma, o povo deve temer a ação policial, vez que inexistem cadeias para todos e anunciou que, no próximo ano (1981), os metalúrgicos do ABC (região paulista formada pelas cidades de Santo André, São Bernardo do Campo e São Carlos) farão greve de 82 dias, a fim de provarem que o Governo não tem forças e, consequentemente, cederá às exigências que lhe serão impostas”, afirma o relatório sigiloso da PF sobre Lula.

Fonte: Portal Correio da Paraíba

Polícia Federal investigará origem de boato criminoso sobre suspensão do Bolsa Família



A QUEM INTERESSA O PÂNICO ENTRE OS MAIS POBRES?

Em 2012, um falso boato sobre o cancelamento das provas do Enem tumultuou as eleições municipais; agora, a mentira diz respeito ao fim do Bolsa Família, o que provocou uma corrida às agências da Caixa em 12 estados brasileiros e obrigou o governo a prestar informações em pleno domingo; será que já começou o terrorismo político de 2014? PF entra no caso


Brasil 247 - Espera-se, da Polícia Federal, uma apuração rigorosa sobre o falso boato de que o programa Bolsa Família, que beneficia 16 milhões de brasileiros, seria encerrado abruptamente. O rumor, que se alastrou pelas redes sociais, chegou a 12 estados, especialmente no Nordeste, e causou tumultos em dezenas de agências da Caixa Econômica Federal, que pagam o benefício.

Ainda não se sabe se foi apenas uma brincadeira de mau gosto ou uma antecipação da guerra política de 2014. Nas eleições municipais de 2012, houve também um falso boato sobre o cancelamento de uma prova do Enem – o que poderia atingir o candidato Fernando Haddad. Na oportunidade, Haddad atribuiu a origem das mentiras a José Serra. "Não entendo como é que alguém com tantos anos de vida pública se dispõe a um jogo tão rasteiro faltando dois dias para a eleição", disse ele.

***

Yara Aquino
Repórter da Agência Brasil
Brasília – O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, determinou que a Polícia Federal abra inquérito para apurar a origem do boato sobre a suspensão do Programa Bolsa Família, segundo o Ministério do Desenvolvimento Social (MDS).
A informação falsa de que só seria possível sacar o benefício até ontem (18) levou muitas pessoas às agências da Caixa Econômica Federal e dos Correios. A Presidência da República detectou a informação em estados como a Paraíba, o Amazonas, o Maranhão e o Rio de Janeiro. O boato se espalhou pelas redes sociais e há beneficiários perguntando se o Bolsa Família será suspenso ou cancelado.
A Caixa Econômica Federal e o MDS divulgaram notas negando qualquer mudança no calendário de pagamento e reafirmando a manutenção das regras do programa.
“O Ministério do Desenvolvimento Social informa que não há qualquer veracidade nos boatos relativos à suspensão ou interrupção dos pagamentos do Programa Bolsa Família. O MDS reafirma a continuidade do Bolsa Família, assegura que o calendário de pagamentos divulgado anteriormente está mantido e que não há qualquer possibilidade de alteração nas regras”, diz a nota do MDS.
”A Caixa Econômica Federal informa que o pagamento do Programa Bolsa Família ocorre normalmente de acordo com calendário estipulado pelo governo Federal”, diz a nota da Caixa.
O calendário de pagamento está no site www.caixa.gov.br e pode ser consultado pelo telefone 0800 726 0101.
Fontes: Agência Brasil e Brasil 247

sábado, 18 de maio de 2013

Acusado de ligações com Carlinhos Cachoeira e uma central de grampos ilegais, Marconi Perillo (PSDB) baixa o nível e chama o ex-presidente Lula de “canalha”


                                     Perillo é um dos "quadros republicanos" de Aécio

Citado nas reportagens de CartaCapital sobre a “central de grampos ilegais” montada em Goiás, o governador tucano Marconi Perillo resolveu atacar. Chamou Lula de “o maior canalha desse país”. É aperitivo do que pode fazer a oposição daqui até 2014.

Perillo também disse que o PSDB precisa ter como referência a ”esquerda democrática” e a “democracia republicana”. Sobre grampos e cachoeiras? nenhuma palavra. Confira… (Rodrigo Vianna) (Leia aqui)

***

O CRIME NO PODER



por Leandro Fortes — publicado 30/03/2012


Restritas ao noticiário local de Goiânia, as informações sobre uma “minirreforma” no secretariado do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), são o primeiro sinal de que suas ligações com o esquema conjunto do senador Demóstenes Torres (DEM-GO) e do bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, prometem levar a crise para dentro do governo goiano.

Transformado em menos de um mês em zumbi político, Torres agoniza pelos corredores do Senado, agora sob risco de ser cassado. Mas não deve naufragar sozinho, se as investigações da Polícia Federal forem aprofundadas. Novos documentos, gravações e perícias que integram o relatório da Operação Monte Carlo, revelados com exclusividade por CartaCapital, apontam uma total sinergia entre o esquema do bicheiro, o senador e o governo de Marconi Perillo.

Em uma interceptação telefônica de 5 de janeiro de 2011, os agentes federais registraram uma conversa entre Cachoeira e seu principal auxiliar, Lenine Araújo de Souza, vulgo Baixinho. Na conversa, o bicheiro, a partir de um telefone em Miami, recebe a notícia de que um de seus indicados para o governo de Goiás, identificado apenas por Caolho, acabou preterido, sem maiores explicações e aparentemente sem o conhecimento do governador. Segundo homem na hierarquia e braço operacional de Cachoeira, Souza administrava e operava o sistema de contabilidade da quadrilha. Também era responsável pelo pagamento de boa parte das propinas a agentes públicos, em troca de proteção e informação.

*Leia matéria completa na Edição 691 de CartaCapital, já nas bancas

Fonte: CartaCapital

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Fora da Lei: TCE da Paraíba não divulga balancetes fiscais em tempo real e omite informações sobre diárias pagas


O Tribunal de Contas da Paraíba (TCE) não cumpre a Lei de Acesso à Informação, é o que informa matéria desta quinta-feira (16) do Jornal ‘O Globo’.
De acordo com a publicação, o TCE da Paraíba só disponibiliza balancetes fiscais e informações sobre processos de licitações de 2012. A Lei de Acesso à Informação estabelece que esse tipo de dado deve ser disponibilizado em tempo real.
Um outro problema constatado na Corte de Contas da Paraíba diz respeito à informação de diárias pagas a funcionários por viagens.
Confira a matéria:
Guardiões dos gastos públicos, os Tribunais de Contas dos Estados (TCEs) e do Distrito Federal têm falhas na divulgação do uso de seus próprios recursos e, com isso, transformam as informações sobre os salários pagos aos seus servidores em uma caixa preta.
Levantamento realizado em sites dos tribunais das 27 unidades da Federação mostra que 16 não informam o salário de cada funcionário, como foi estabelecido pela regulamentação da Lei de Acesso à Informação, aplicada aos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.
Além da falta de informação sobre os salários, alguns órgãos também não respeitam outras determinações da Lei de Acesso, como a publicação de uma ferramenta para que o usuário possa pedir informações.
Dados de despesas e licitações, em muitos casos, também estão desatualizados.Um ano depois da entrada em vigor da Lei de Acesso à Informação, completado nesta quinta-feira, alguns tribunais de contas ainda alegam que estão se adaptando às novas normas.
É o caso do TCE do Maranhão, que não traz em sua página de transparência qualquer informação sobre valores de salários. Tampouco é possível obter o nome dos servidores. Procurado, o tribunal informou que “está ultimando estudos” para se adequar às regras.O TCE da Bahia tem a mesma situação do Maranhão. A assessoria do órgão alegou que as informações sobre os salários dos servidores serão incluídas em breve.
A maioria dos tribunais até divulga uma lista de funcionários e uma tabela com os valores dos salários para cada função. Por esse mecanismo, no entanto, é impossível saber quem acumula a remuneração do cargo com gratificações, o que pode gerar supersalários. O tribunal do Rio divulga a tabela com os salários-base relativos a cada cargo, mas não tem a lista de servidores do órgão disponível em seu site.
A assessoria do TCE do Rio alega atender a um parecer da procuradoria do órgão, apesar da regulamentação federal da lei.O site do tribunal de São Paulo informa os valores pagos para ocupantes de cada cargo e até as gratificações, mas não informa os nomes dos beneficiados.
A relação de funcionários fica disponível em outro link. A assessoria de imprensa da Casa disse que a página está passando por “reestruturação”, e a informação será incluída.Há até um caso em que a página inteira de transparência está fora do ar. No site do tribunal de Alagoas, o link para a área de “acesso à informação ao cidadão” manda o internauta para uma página “com erro”. Segundo a assessoria do órgão, o portal inteiro saiu do ar há alguns dias e, quando voltou, “alguma páginas” permaneceram com falhas.
A previsão sobre a volta do site só poderia ser feita pelo responsável pela área de tecnologia, que estaria viajando.Sem ferramenta ao cidadão. Em seis tribunais, sequer existe a ferramenta para o cidadão pedir informações, como determina a Lei de Acesso à Informação e que independe da força de regulamentação.
Há ainda casos de sites com informações desatualizadas, como o do tribunal do Amapá, cuja relação de fornecedores pagos, por exemplo, só pode ser consultada até o mês de novembro do ano passado. O tribunal da Paraíba só disponibiliza balancetes fiscais e informações sobre processos de licitações de 2012.
A Lei de Acesso à Informação estabelece que esse tipo de dado deve ser disponibilizado em tempo real. Um outro problema constatado é com relação à informação de diárias pagas a funcionários por viagens. No TCE do Amazonas, não há informação.
Alguns divulgam o valor, mas não o servidor beneficiado.Os tribunais de Ceará, Pará, Paraná, Rondônia e Santa Catarina cumprem o modelo de transparência adotado pela União.
ClickPB

Racionamento de água: consumidores de municípios do Brejo paraibano continuarão isentos do pagamento de faturas.


Barragem Lagoa do Matias. Foto tirada no dia 01 de maio de 2013. Crédito: Márcio André

As chuvas caídas nas últimas semanas na região do Brejo paraibano trouxeram alento para moradores de diversos municípios que vinham sendo abastecidos por carros-pipa desde dezembro do ano passado. De acordo com a Diretoria de Operação e Manutenção da Cagepa, nesta terça-feira (7), as populações das cidades de Belém, Caiçara e Logradouro, além dos distritos de Rua Nova, Cachoeirinha e Braga, voltaram a receber água através das redes de distribuição da Companhia, mesmo que ainda em regime de racionamento.

Estudos feitos por técnicos da Cagepa mostram que o manancial de Lagoa do Matias, que abastece as localidades, está com 27% de sua capacidade de armazenamento d’água [no dia 07 de maio]. “Por essa razão, a Gerência Regional do Brejo decidiu, de segunda à quinta-feira, distribuir água para os moradores de Belém, Caiçara e Logradouro e, de sexta-feira até o domingo, para os distritos de Rua Nova, Cachoeirinha e Braga”, informou o engenheiro José Mota Victor, diretor de Operação e Manutenção da Cagepa.

Já a gerente da Cagepa no Brejo, engenheira Eulina Dantas Bezerra, disse que, sendo distribuída em sistema de racionamento, a água existente atualmente na Lagoa do Matias é suficiente para garantir o abastecimento dessas localidades até o mês de julho. “Como as previsões são de que teremos mais chuvas nos próximos meses na região, já é possível fazer com segurança o abastecimento com o cuidado de racionar para evitar surpresas desagradáveis”, explicou.

Eulina informou ainda que, se as previsões meteorológicas forem confirmadas, a expectativa da Cagepa é de que no decorrer do mês de junho o abastecimento d’água esteja sendo feito diariamente. Ela lembrou que, mesmo com a retomada do abastecimento pelo sistema de racionamento, as faturas não serão emitidas.

Fonte: Cagepa

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...